Sábado, 4 de Julho de 2009

E por falar em coisas de que gosto...



...logo à noite, no CAE da Figueira da Foz, sei que vou ter vontade de valsear.

Há uns dois ou três anos, não consegui arranjar bilhete para a Casa das Artes de Famalicão, para ver o Yann Tiersen.
E fiquei com pena.

Mas, desta vez, a Figueira vingou-me.
Até o bilhete é mais baratinho...
Vai ser bom, tenho a certeza!

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Acabei de...

Decidir que preciso de voltar aos caderninhos onde aponto as minhas contas.
Daqueles que parecem miniaturas dos que as mercearias antigas tinham.


Perceber que vou precisar de fazer listas de tarefas a cumprir.
Antes e depois das férias.
Mas sempre em contra-relógio.


Costurar as tirinhas da minha manta em projecto.
E planear, por isso, aventurar-me a cortar a parte de trás de um quilt pela primeira vez na vida.
Ainda bem que tenho tecido que nunca mais acaba...


Racionalizar que vou ter de me preparar para os últimos detalhes da casa nova.
Quando regressar das férias lá por fora.
E para a mudança em tempo record.

Entender que preciso de descansar. De dormir. De férias.
E de fazer coisas de que gosto.

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

É que, para touradas, prefiro esta...que é das minhas músicas favoritas.





Não importa sol ou sombra
camarotes ou barreiras
toureamos ombro a ombro
as feras.

Ninguém nos leva ao engano
toureamos mano a mano
só nos podem causar dano
espera.

Entram guizos chocas e capotes
e mantilhas pretas
entram espadas chifres e derrotes
e alguns poetas
entram bravos cravos e dichotes
porque tudo o mais
são tretas.

Entram vacas depois dos forcados
que não pegam nada.
Soam brados e olés dos nabos
que não pagam nada
e só ficam os peões de brega
cuja profissão
não pega.

Com bandarilhas de esperança
afugentamos a fera
estamos na praça
da Primavera.

Nós vamos pegar o mundo
pelos cornos da desgraça
e fazermos da tristeza
graça.

Entram velhas doidas e turistas
entram excursões
entram benefícios e cronistas
entram aldrabões
entram marialvas e coristas
entram galifões
de crista.

Entram cavaleiros à garupa
do seu heroísmo
entra aquela música maluca
do passodoblismo
entra a aficionada e a caduca
mais o snobismo
e cismo...

Entram empresários moralistas
entram frustrações
entram antiquários e fadistas
e contradições
e entra muito dólar muita gente
que dá lucro
aos milhões.

E diz o inteligente
que acabaram as canções.

Mas isto é uma tourada...?!?!




Não, não é.

Por incrível que possa parecer, é o então Ministro da Economia do nosso país, Manuel Pinho, no debate mensal na Assembleia da República.
Hoje.

Já ouvi vários comentadores a dizer que foi um acto infeliz e irreflectido.
E que Manuel Pinho é um técnico e não um político e que não estava preparado para aguentar estas trapalhadas políticas de longos debates na Assembleia.

Ó meus senhores, dá vontade de gritar que com 'argumentos' como o utilizado pelo Ministro da Economia, este senhor não está preparado nem sequer para uma discussão à mesa da casa dele, especialmente se tiver filhos para educar, quanto mais...

Mas a verdade é que a vergonha nacional - ou a falta dela! - não fica por aqui, no que respeita aos debates na Assembleia da República.

Já desisti de ouvir na Antena1 esses debates.

É que, bem pior do que não trazerem nada de novo em termos políticos - e isso já seria suficientemente mau! -, é o simples facto de os ditos debates se resumirem a uma troca de galhardetes e comentários jocosos de mau-gosto e de pior educação ainda entre os senhores deputados.

Senhores deputados que, à revelia do que suponho que as respectivas mãezinhas lhes tenham ensinado na infância, ou pelo menos, assim espero que tenha sucedido! -, ainda não 'encaixaram' que interromper os outros e 'mandar bocas' enquanto outra pessoa está a falar é uma grandessíssima falta de educação e de respeito, e fazem prática corrente disso!!!

Além das palmas, assobios e risos enquanto outras pessoas falam, que ondulam por todas as bancadas, incluindo a do Governo, e que eu julgava estarem reservados a espectáculos dignos desse nome.

É que, se a política for um espectáculo, a maneira de fazer política em Portugal é um espectáculo triste.
E mais triste ainda quanto mais se aproxima o tempo de escolher a gente que se segue...

Enfim!!!
Estou indignada, como diria a personagem dos Gato Fedorento!

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Já há muito tempo...




...que não me ria às gargalhadas a ver um filme, como este fim de semana que passou.

A receita - personagens deliciosas, uma história simples e uma boa dose de sentido de humor! - pode ser sempre a mesma mas não deixa de me fazer rir e sorrir...

Muito muito giro!

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Os vendedores de S. João
















Chegaram na sexta-feira antes do S. João.
E foram-se embora ontem.

São uma espécie-de-saltimbancos-de-uma-semana-só: vivem na rua durante esta semana.
E as pessoas desta rua e à sombra da Torre dos Clérigos habituam-se a eles.

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

E porque com os amigos não há perto nem longe...



...foi óptimo ontem ter retomado, nesta varanda, numa bela noite de Verão, o ponto da conversa em que tinha ficado há quase um ano.

Com um dos meus melhores e mais presentes amigos.

Mais presente, até há quase um ano atrás.
E que saudades! E que falta me faziam estas noites de Verão.

Parece que, desde há um ano a esta parte, passou a fazer parte dos meus hábitos ver alguns dos meus mais próximos amigos mudarem de país...

Mas, como há coisas e amizades que nunca morrem, por mais longe que se encontrem, há-de haver sempre noites como a de ontem.

Nesta ou noutra varanda qualquer.
Num ou noutro regresso!

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Nem de perto nem de longe...


...há fotografia que lhe faça justiça!

O saco é lindo e uma perfeição (já cá faltava a apreciação técnica das costuras, pois...)!
Mas, olha, nota técnica:10.
E nota artística: 10.

Adorei! Adorei! Adorei!
Como não gostar...?!?!

Obrigada, Mau Feitio!

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Acho que sou de ideias fixas...

No dia 27 de Fevereiro de 2007, vi o 'Por outro lado', programa da Ana Sousa Dias, na RTP2.

E fiquei muito impressionada com a pessoa que ela entrevistou.
Na altura, decorei o nome, para mais tarde poder procurar.

Mas, entretanto, interpuseram-se-me milhentas e milhentas coisas.
E como a memória já não é o que era...lá se foi.

Só que esta ideia de procurar nunca me saiu da cabeça.
E hoje decidi vasculhar todas as listas de nomes de escritores argentinos contemporâneos na net.

Com a vã esperança de reconhecer, no meio dessas dezenas de nomes, algum deles.

E não é que reconheci...?!
E não é que encontrei isto...?!

O nome: Tomás Eloy Martínez.

E agora: vá de procurar a literatura do senhor, que estou com dois anos e quase quatro meses de curiosidade em atraso!

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Se há coisa que me põe um bocado arreliada...

...é não poder confiar naquilo que programei.


Exemplo disso são os posts que alinhavei para esta maquineta publicar automaticamente quando chegassem o dia e a hora previstos no agendamento efectuado na função própria para esse efeito e perceber que, no final das contas, a máquina me desobedeceu!!!

Ora...está mal! Não gosto destas coisas.

Mas eu e os electrodomésticos, incluindo pc's, sempre tivemos uma relação amor-ódio.
Relação essa que, neste momento, como é óbvio, é mais ódio, confesso...!

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Tantas arrelias e preocupações...







...para comprar esta casa e a esta hora, já há-de haver gente a picaretar e a destruir parte das paredes e do pavimento.


Não vou fingir que não me custa pensar no caos e na destruição que por lá vai.
Com o chão e as paredes esventrados por causa da canalização e da instalação eléctrica.

E também não vou fingir que não vou ter de fazer um esforço para arranjar coragem para ir lá ver como está tudo a correr.

E um esforço de imaginação prodigiosa para conseguir desvalorizar o caos presente e consolar-me com a visão da casa no futuro.

Mas, no meio disto tudo, há uma coisa que também não posso ignorar nem desmentir e que muito me surpreendeu desde o primeiro momento: é a ligação que sinto a esta casa.
A primeira e a única que vi, sim.
Chamem-me maluca, vá, que eu deixo...

Domingo, 21 de Junho de 2009

Domingo em família

Desde a morte dos meus avós maternos que a minha família passou a resumir-se aos meus pais, às minhas irmãs, ao meu tio materno, mulher e as minhas duas primas.

O resto da família alargada era uma amálgama de gente que só se via nos funerais. E cujas histórias, repetidas tantas e tantas vezes, eram quase sempre despidas de caras e de nomes.

Tantos e tão-poucos ameaços houve que, no primeiro sábado do mês de Abril passado, conseguimos juntar, num almoço, quatro gerações e quase setenta pessoas. E ainda faltaram muitos que não puderam vir...

Foi um dia muito bonito.
Em que finalmente comecei a compreender o sentido da família alargada.
Da razão de ser de querer saber mais da genealogia e das histórias da família.
Dos traços que nos unem.

E, verdade seja dita, um deles é a boa disposição.

Tudo para dizer que, de tão bem que correu o almoço, decidimos fazer um passeio, com direito a piquenique ao lanche, em plena Serra da Boa Viagem.

E lá fomos - ao que parece, não nos contei mas dizem as estatísticas da organização que andaria perto das cinco dezenas de pessoas! - passar o dia juntos.

Como não podia deixar de ser, venho com os bolsos cheios de histórias passadas e um punhado de ideias acerca do ponto por onde começar a indagar das nossas origens...

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Por falar em ler


...e no Herzog, também gostei deste.

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Este saiu do sótão da minha mãe...


...e bem que tem sido uma preciosa ajuda na manta de bébé.

Infelizmente, não tenho tido o tempo que gostaria para progredir na manta.
Mas tenho mesmo de arranjar esse tempo.

Até porque estou cheiiiiinha de vontade de ver a mantinha pronta.
Afinal de contas, é o meu primeiro projecto grande, por assim dizer...

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Coisas do sótão do Afonso - I




Um bocadinho repetitivo, confesso, mas a sonoridade sabe bem...especialmente nestes dias de calor que me tornam sonolenta!

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Ele há momentos do diabo...

E um deles foi quando, durante o passeio bucólico em Brufe, fui dar com o Afonso entre o chocado e o morto de riso.

E isto porque, enquanto andávamos a fotografar, ele surpreendeu inadvertidamente um monólogo entre um casal.

Dizia o marido, apontando para uma das muitas vacas barrosãs que ali pastavam, à mulher:
'Se tivesses cornos daqueles, não nos faltavam bifes lá em casa!'.

Sem comentários.