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Não sei se sabes

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Não sei se sabes que a meio da manhã o verde dos teus lábios passou para as encostas e um gomo transparente adormeceu nos juncos e abriu. Abriu um brilho qualquer na gruta fria e pôs uma fogueira pequenina numa taça e elevou as mãos quentes pelo dia. talvez tu saibas que o principal do amor é uma montanha de efeitos secundários. Não sei se sabes Rui Costa
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Todas as manhãs, enquanto olho, distraída, para as folhas do diospireiro em frente da minha varanda, vem-me à cabeça a estrofe final do poema de Herman Melville, 'Malvern Hill': Nós, ulmeiros da colina de Malvern Tudo recordamos; Mas a seiva de novo inundará os galhos; Não importa como se agita o mundo, As folhas devem verdejar na Primavera. We elms of Malvern Hill Remember every thing; But sap the twig will fill; Wag the world how it will, Leaves must be green in Spring. Muito apropriado aos dias que vivemos, especialmente as duas últimas linhas.

Apocalipse - João Habitualmente

APOCALIPSE recatai-vos velhas fugi para a igreja abanai o sino fechai bem no quarto o vosso netinho o vosso menino para que não veja para que não saiba para que não seja assim como esses que são cabeludos que só têm barba dizem palavrões e dão encontrões nas ruas da baixa aos senhores sisudos são uns parvalhões recatai-vos velhas trazei um polícia uma esquadra inteira ai tanta sujeira imaginem só andam-se a drogar até metem dó a cambalear isto está perdido ó velhas fugi ide para ali que aqui está fodido recatai-vos velhas tapai as orelhas guardai o menino fechai-o no quarto metei-o na cama para que não veja para que não ouça para que não seja para que não tenha para que não venha perdeu-se o respeito já não há moral ó velhas fugi olhem para ali beijam-se na rua fodem ao luar antes de casar já nem vão à tropa só querem dinheiro todo para estourar já nem vão às putas mostrar que são homens ó senhor prior já nem vão à missa não têm missal isto é um horror vamos mesmo mal ...

Esta noite

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