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Vacinação

Na discussão, tão na moda, acerca da vacinação, não consigo deixar de achar alguma graça - que, obviamente e na realidade, não tem graça nenhuma! - ao argumento das alergias à vacina e da hipótese de um choque anafiláctico. Como uma boa parte dos meus amigos - pelo menos, aqueles que mais de perto convivem comigo - saberá, eu tenho alergia grave a alguns alimentos, sendo que o mero contacto com os mesmos e, por regra, a sua ingestão, ainda que em quantidades ínfimas, pode pro vocar-me uma reacção violenta como um choque anafiláctico. No entanto, nunca isso impediu os meus pais de cumprirem, na minha infância e adolescência, de forma escrupulosa, o plano nacional de vacinação. E, na minha idade adulta - momento em que as alergias mais se intensificaram -, face às inúmeras viagens a zonas do globo afectadas por doenças contagiosas com efeitos graves, sempre optei por tomar as vacinas, por entender que os riscos da sua toma, a existir, valiam a pena. Fi-lo - e continuo a faz...

Saudades de Fez

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Saudades de Fez, sim. De um jardim cheio de sol. Da sombra das árvores, na brisa suave das quatro da tarde. Do ladrilhado do pátio do museu. E das portas  verdes que se abriam de par em par. Do aroma a chebakia acabados de comprar na entrada da medina que subia pelas nossas cadeiras. Dos biscoitos redondos de amendoins que nos esperavam à saída. E desta música. Porque me lembro que esta música parou algo no tempo que me há-de acompanhar sempre: uma sensação de felicidade irrepetível, única. Há momentos que não se esquecem, que nos marcam a memória dos lugares, que nos ficam na pele. Este é um deles. Vuoi mu go 'Vuoi vuoi mu', Mari Boine

Manhã de Primavera na varanda

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Uma das minhas coisas favoritas é poder sentar-me na minha varanda, nas traseiras de casa, a tomar o pequeno-almoço. Olhar para a frondosa árvore branca em flor e pensar que a primavera está a caminho. Ouvir o chilrear dos pássaros, nas manhãs frias de sol, que se mistura, passo a passo, com o frenesim da cidade a acordar na rua da frente. Encolher-me na pelúcia do roupão, fascinada com a beleza da luz da manhã e aplacada pelo sossego que daí me vem. O silêncio suave da manhã fresca prepara-me para o dia. E eu sei que este breve momento de beleza já ninguém mo tira. A Primavera chegou esta semana a minha casa.

Caridadezinhas

[en] Helping others is a good thing, no matter what, where or when. But it really makes me angry when people talk so much about charity and caring about others in suffering, specially on Christmas time, and they don't don't even realise that help should be starting in your own home to your - supposedly - loved ones, some of whom might be in need, or your next door neighbour or your friend at work. It makes me even more sad that most people don't even acknowledge the need in some of their nearest ones - it's not on the news, neither on Facebook pages, I know. My grandmother used to say 'Charity starts at your own home' and she was absolutely right. Sometimes, it is about money. Some other times, it's not. It's about attention, it's about being sad, it's about losing someone they care about. And it only takes one careful look to know. Why don't we start there...? [pt] Ajudar é sempre uma coisa boa, louvável. Seja onde for e qu...