Todas as manhãs, enquanto olho, distraída, para as folhas do diospireiro em frente da minha varanda, vem-me à cabeça a estrofe final do poema de Herman Melville, 'Malvern Hill': Nós, ulmeiros da colina de Malvern Tudo recordamos; Mas a seiva de novo inundará os galhos; Não importa como se agita o mundo, As folhas devem verdejar na Primavera. We elms of Malvern Hill Remember every thing; But sap the twig will fill; Wag the world how it will, Leaves must be green in Spring. Muito apropriado aos dias que vivemos, especialmente as duas últimas linhas.
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Manhã de Primavera na varanda
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Uma das minhas coisas favoritas é poder sentar-me na minha varanda, nas traseiras de casa, a tomar o pequeno-almoço. Olhar para a frondosa árvore branca em flor e pensar que a primavera está a caminho. Ouvir o chilrear dos pássaros, nas manhãs frias de sol, que se mistura, passo a passo, com o frenesim da cidade a acordar na rua da frente. Encolher-me na pelúcia do roupão, fascinada com a beleza da luz da manhã e aplacada pelo sossego que daí me vem. O silêncio suave da manhã fresca prepara-me para o dia. E eu sei que este breve momento de beleza já ninguém mo tira. A Primavera chegou esta semana a minha casa.
Different shoes, different drinks. Same balcony.
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