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Definitely blue

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Blue

É melancolia? É tristeza? Em que dicionário da língua inglesa? Blue is my color. É o que me apetece sibilar quando passam essa significância. Em livro. Em filme. Porque é. Que me importam os linguistas? Que me importam os fotógrafos, os teóricos? O azul do céu é um efeito da refracção da luz? Até pode ser. So what? Não sei. Não me interessa. O que sei é que é de pó azul tingida a água que me sulca o rosto nas alegrias. Nas melancolias. Que é de etéreo azul a chama que roubo ao céu nas manhãs plenas de inverno para encher de frio os pulmões. Que me corre nas veias aos soluços. E aos tropeções. E que só de azul posso ser eu. Pois se é dessa cor que os meus olhos te enchem quando se abrem para ti.

Em tons de azul

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...ou, como quem não quer a coisa: dotes de electricista! Na noite de ontem.

E, para sobremesa à prova de melancolia, sugiro...

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O melhor anti-melancólico: cozinhar...!

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Ainda que seja apenas pasta com atum. Perfumada com muito louro, vinho branco, tomilho-limão e manjericão frescos.

Os acordes da minha noite de Ano Novo

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Lembrar-me-ei sempre disto. Destes sons. Destes dois de sorriso em arco, em palco. E do que eu dancei ao som desta música - e de outras músicas - deles...! Quando puxar pelos fios da memória para me lembrar da primeira noite de 2012.

Porque, como disse Vinicius de Moraes:

A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana. A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo, o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro. O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se, o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.

Um presente especial

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Com o respectivo tinteiro. Um presente de quem me conhece, de quem me viu nascer, de quem me viu crescer. De quem, nas exíguas águas-furtadas de uma ilha, rodeada de um verde-folha de parede prestes a cair no Outono, me apresentou Vinicius de Moraes. E me ensinou que nunca na vida hei-de estar só.

Resolução 1/2012

Deitar mais cedo. E, em consequência, levantar mais cedo. Tenho uma fotografia que cá quero postar. E uma crítica cinéfila. Mas ficam para amanhã. Hoje vou cumprir a minha resolução de ano novo. Até amanhã!

O choro

Hoje foi o primeiro dia da minha sobrinha Leonor, de quatro meses e alguns dias, na creche. Foi para o mesmo infantário que o Afonso, o irmão, agora com dezanove meses. Ficou na sala ao lado da dele, com vários outros bébés. E o Afonso, que se farta de brincar e que não liga ao choro das outras crianças, esta manhã - ou tarde, não sei bem! - ouviu a Leonor a chorar, reconheceu o choro e pendurou-se na cancela da sala dele, a chorar e a chamar pela 'néné', como ele a apelida. Só parou de chorar quando pegaram na Leonor ao colo e ela se calou. E só sossegou quando lhe abriram a cancela e o deixaram ir fazer um mimo na 'néné'.

Feliz Ano Novo!

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Umas mais do que outras

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Todas as cartas de amor são Ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem Ridículas.   Também escrevi em meu tempo cartas de amor, Como as outras, Ridículas.   As cartas de amor, se há amor, Têm de ser Ridículas.   Mas, afinal, Só as criaturas que nunca escreveram Cartas de amor É que são Ridículas.   Quem me dera no tempo em que escrevia Sem dar por isso Cartas de amor Ridículas.   A verdade é que hoje As minhas memórias Dessas cartas de amor É que são Ridículas.   (Todas as palavras esdrúxulas, Como os sentimentos esdrúxulos, São naturalmente Ridículas.) Todas as cartas de amor são ridículas Álvaro de Campos

Ah, e do sono em dia...!

Finalmente e depois da correria que foi o Natal - em absoluta consonância com o ano que agora acaba! -, pus o sono em dia. O sono faz-me muita diferença. Mas as contas que com ele faço, todo o ano, acabam sempre na coluna do 'a haver'. Hoje não. (Suspiro, ao mesmo tempo que espreguiço...)

De uma luz que nunca se apague

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Preciso

De um restaurante de sushi . Aberto esta noite. Das flores de limão com que o sashimi saboreia os meus lábios. Do gengibre fresco que me irrompe, como vagas, nariz adentro. Do saké gelado, em copinhos pequenos. E das palavras grandes que servimos. De sacudir este torpor que me encolhe hoje. Da amizade, esse barbitúrico de luxo, que o hipnotiza e o exorciza na dança dos meus olhos.

E porque hoje é Natal...

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Feliz Natal!

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E o dia contrariou-me

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Primeiro, porque mal abri a porta de casa, tinha um desenho da Rita colado na porta. Escrito por ela, do alto da importância dos seus quatro anos. Fez-me sorrir. O outro sorriso abriu-se-me na cara quando meti a chave na caixa do correio e dei com este postal. De um amigo que nunca se esquece de mim, atrevo-me a dizer, mas especialmente nesta época do Natal! Obrigada por me aquecerem o coração!

Pesadelos pesadelos pesadelos

Foram a matéria desta minha noite. Espero que o dia me contrarie hoje...!