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E comer ursos em Chiang Mai...?

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Ainda que sejam de arroz... :)) E a acompanhar um delicioso ensopado de legumes... Ao terceiro dia, ainda o jantar era em grupo mas, muito em breve, haveria cisões. De qualquer modo, o jantar foi muito giro, ao ar livre, numa praça onde tivemos direito a banda sonora - uma que seria fantástica se tivéssemos sido teletransportados para os anos 70 e a senhora que cantasse tivesse alguma noção básica de afinação... Ora, como esse não era o caso, foram engraçados os sorrisos cúmplices e as gargalhadas quando acertávamos na música-pesadelo que se seguia! E foi nesta cidade pequena que, perdendo a timidez e o receio que nos aplacavam a curiosidade em Banguecoque e depois de umas breves compras no local night bazaar , que eu e a Klara (a companheira de viagem suíça, de ascendência checa, com quem tinha trocado apenas algumas palavras) decidimos aventurar-nos a experimentar a massagem tailandesa. E foi uma experiência e tanto! Para começar, porque a negociação do preço da dita massagem foi uma...

Ainda ao terceiro dia

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mas já depois de um retemperador banho pós- bamboo rafting , partimos à descoberta do templo Doi Suthep. Doi Suthep data de 1383 e é o mais famoso de entre os não pouco numerosos templos de Chiang Mai. Uma das características mais interessantes deste templo, que depois redescobri em diversas variantes viagem afora, é o início da escadaria - neste caso, de mais de 300 degraus - que nos conduz ao refúgio espiritual propriamente dito. O início é constituído por duas magníficas e gigantescas estátuas de uma serpente, de cuja boca saem sete outras serpentes, que ladeiam a escadaria, e cujo corpo, servindo de forma ao corrimão, se estende degraus acima. Os ladrilhos brilhantes e coloridos de que são feitas as estátuas são absolutamente hipnotizantes. Lindos mesmo! E, depois de 12 km a escalar a montanha, situada a noroeste da cidade, em ritmo de montanha-russa - mas felizmente de autocarro! - e de subir os mais de 300 degraus que aqui vos deixo, chegámos ao topo. E, num fim de tarde quente,...

Chegados a Chiang Mai

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Fomos tomar um óptimo pequeno-almoço...uns, com café com leite, pão, cereais e fruta e, outros, logo a enfardar sopa com noodles e a beber diet coke como prato principal - e único! - da dita refeição! Mas era a biodiversidade que começava a vir ao de cima entre europeias continentais, por um lado, e europeus insulares, americanos e australianos, por outro... Mas, a bem dizer que estávamos mesmo precisados de um bom pequeno-almoço. Não só por causa das 14 horas de viagem de comboio. Como também por aquilo que nos esperava. Mesmo antes de chegarmos ao recinto dos elefantes, fomos comprar alguns cachos de bananas e cana-de-açúcar. Na altura, não percebi muito bem a que se destinavam mas estranhei que fôssemos comer bananas tão verdes... Afinal, as bananas e as canas de açúcar eram para os paquidermes! E que gulosos eram eles: quando estava a subir as escadas de uma plataforma em madeira para conseguir sentar-me numa daquelas cadeirinhas que cada elefante tinha, levava um cacho de bananas ...

Overnight train

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E foi aqui que passámos a noite, nestes belos beliches com uns cortinados a separar-nos uns dos outros, incluindo muitos tailandeses. Dormir nem sempre foi fácil para alguns, mas havia gente muito bem apetrechada com tampões para os ouvidos. Felizmente, isso foi coisa de que nunca precisei: dormir nunca foi problema para mim. Bem antes pelo contrário. Mas, num dos momentos em que acordei e mesmo com toda a trepidação do comboio, aproveitei para tirar esta fotografia, eram umas 4 da manhã. Jet-lag, de certeza... Mesmo depois da minha vinda do wc e de ter percebido que a princesinha-indiana-não-me-toquem-que-eu-sou-especial-e-vegetariana acabava de acordar, pela segunda ou terceira vez, o pobre infeliz do assistente de bordo que dormia em cima de um monte de cobertores no espaço existente entre as duas carruagens-dormitório, simplesmente porque lhe apetecia mais um cobertor...sendo certo que, se tivesse desligado o ar condicionado que ficava situado precisamente por cima da cabeça dela, ...

E lá continuámos a tarde no Grand Palace...

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A deambular entre stupas belíssimas, ricamente decoradas, qualquer que fosse a sua dimensão, a esbarrar em figuras que fazem lembrar o Badaró e a fazer-me, por isso, dificilmente manter a compostura, e a cruzar-me com monumentos que vão, segundo o guia, desde a homenagem 'inspirada' à famosa e ancestral massagem tailandesa (vá-se lá saber porquê!), ao (desfocado, infelizmente!) 'Emerald Budha' de 75 cm de altura que, afinal, parece que é só de jade e não de esmeraldas mesmo (publicidade manisfestamente enganosa...humpf!!! - tendo inclusivé causado um desaguisado entre as forças do Laos, que o levaram para Luang Prabang e Vientiane, e as forças tailandesas, que resolveram ir lá resgatar o dito e restituí-lo ao seu lugar de culto na Tailândia), passando por figuras mitológicas de 2 m de altura que guardam os portões, a quem só falta vozes trovejantes à nossa passagem, e mais stupas folheadas a ouro... e mais edifícios imponentes e grandiosos, com jardins tratados por jard...

Wat Pho

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Ainda no barco e a caminho do pontão que nos levaria a Wat Pho, avistámos ao longe o Grand Palace. Aqui, uma 'portuguesice'...um dos vestígios que por lá deixámos, há alguns séculos. E eis que chegámos a Wat Pho. Wat Pho é só (!) o maior e mais antigo templo de Banguecoque, tendo sido construído no século XVI. E, não fossem estes motivos suficientes, é especialmente famoso por possuir a mais completa e vasta colecção nacional de imagens de Buda e - mais do que isso! - por albergar o maior Buda Reclinado da Tailândia. Feito em gesso e coberto de folha de ouro. Com 46 metros de comprimento e 15 metros de altura. Esta é a imagem inicial, ainda no entusiasmo do primeiro momento e de boca aberta de espanto. Não é uma posição lá muito confortável...pelo menos, não para quase cinco séculos de existência do templo! Mas da cabeça aos pés, acreditem: Não foi nada fácil fotografar 46 metros de Buda... E isto foi o melhor que se arranjou: só para terem uma ideia!!! E aqui, só meio co...