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O bolo e a prenda

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Na sexta-feira, a Rita, do alto dos seus dois anos e três meses, sabendo do meu aniversário e relembrando-se do seu bolo de aniversário do Pocoyo, perguntou-me qual era o meu bolo. Eu respondi que o meu bolo era o que a minha mãe escolhesse. E ela ficou pasmada. Primeiro, porque achou estranho que eu tivesse uma mãe, tal como ela. Depois, porque não percebia como é que era a minha mãe (e não eu!) a escolher o bolo... E hoje foi a minha vez de ficar pasmada. E deliciada! Sempre quis ter uma caixa de costura. Uma bem bonita. Porque a maioria das que por aí se vêem costumam ser bastante indistintas e com flores muito feiosas nos tampos. Julguei ser difícil encontrá-la mas, afinal, foi fácil desembrulhá-la. Mas, melhor melhor do que ter uma caixa de costura bonita como esta, é a sensação de haver alguém muito especial que se deu à trabalheira de ir pesquisar um assunto que não conhecia e de mandar fazê-la para mim. Isso, sim, é uma prenda... :))

Ah, e sim, já acabei a manta para o Samir...!

No fim de semana passado. E, sim, já comecei mais dois projectos novos: um tapete algo diferente e uma bolsinha em patchwork. Mas mostro em breve. Quando fotografar. Agora, mais Nina Simone. Que esta coisa de embrulhar e encaixotar coisas é tudo menos uma tarefa rápida...

Desde 2.ª-feira que ando nas desarrumações da casa antiga

Ao som de 'Feeling Good', cantado pela Nina Simone. É o estado de espírito...!

Alinhavos e alfinetes à parte,

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Fotografia cedida pelo Afonso . Obrigada! :) esta deve ser a aparência final da manta. Logo se vê! Mas, para já, parece-me melhor do que esperava...

Cada vez gosto mais dos acasos

Andava a deambular, sem grande rumo, na net. O que até nem é muito a minha onda. E eis que o acaso me leva a alguns sites que me plantaram o bichinho de experimentar. Com pormenores que serão uma preciosa ajuda. Não só na reciclagem das coisas velhas que vou encontrar cá por casa quando começar a alinhavar a mudança. Mas especialmente nas ideias para a decoração da casa nova. Fiquei bastante contente. Isto porque sou, ou melhor, era um bocado reticente nesta coisa do do-it-yourself-easy-and-cheap-and-chic . E achei sempre que essa malta destes sites são sempre uns super-dotados com todas as cenas esquisitas que são precisas à mão de semear. Mas, afinal, começo a mudar de ideias. Porque parece que, ao fim e ao cabo, o que é preciso é ter ideias. (Ou, pelo menos, saber onde ir buscá-las. Ou copiá-las, pronto...!) E meter mãos à obra! Sem medo de fazer asneira. Porque também já comecei a perceber com o patchwork que, quando as coisas se complicam por não estarem a correr como está no li...

E foi engraçado...

...voltar a escrever precisamente no dia de hoje. Já quase não me lembrava. Mas o blogue faz dois anos hoje. Coincidências.

Aos bocadinhos...

...tenho regressado das férias. E toda a gente sabe como são estes regressos...! Os meus são sempre atribulados. Mas foi por isso mesmo que este ano me decidi por um regresso por etapas. Desde o dia 03 que cá estou. O dia 04 foi literalmente 'the day after': enxaqueca brutal, ressaca de sono depois de uma noite e parte de um dia com dois voos e uma viagem de comboio...enfim, nem a mochila foi desfeita depois disso. A seguir, foi um dia a tentar colocar alguma ordem nas coisas em casa. E, logo depois, uma 5.ª feira, uma 6.ª feira e uma 2.ª feira de trabalho urgente e complicado. Com visitas à obra da casa nova e decisões difíceis como comprar azulejos novos para a cozinha porque os antigos não podiam ser aproveitados e cores de tinta e não sei o quê mais...a parafernália do costume nas obras, bem sei! :)))) Finalmente, começo agora a ter algum tempo para as minhas coisinhas. A mantinha para o bébé dos meus amigos, apesar dos percalços e das coisas que tive de tirar da minha próp...

E é por estar na Islândia

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que não posso estar na tua festa, meu querido troca-tintas!! Mas, de qualquer forma, aqui do frio, da chuva e do vento, um abraço bem quentinho. Tem um dia muito muito muito feliz, Paulo!

E desde a madrugada do dia 20,

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é por estas paragens que me encontro. Até breve!

Não, não desapareci...

...a verdade é que foram os preparativos para as férias, as tarefas intermináveis e urgentes a deixar resolvidas a contra-relógio - como a reunião com os arquitectos e os empreiteiros e a visita à obra e as aulas de flauta, para compensar as semanas que estarei fora, além de contas da EDP e das Águas do Porto e respectivos contratos para tratar e ainda algumas coisas que são sempre necessárias. Depois, foi a ida para a Figueira para ultimar os últimos preparativos com o Afonso e ver o que nos faltava. E, por fim, a partida para Lisboa, de onde saía o nosso voo. Sendo que, à última da hora, decidimos perder o amor ao dinheiro e ir ao SBSR... Ora, se o concerto da Duffy (e que me desculpe o senhor do 'Público' , se calhar ofuscado pelo tamanho XXXXS do vestido da senhora, que deixava à vista o seu belo par de pernas...e muito me penalizo pela piada sexista, mas só mesmo assim é que se explica a crítica!) foi mais do que 'morno', para nao dizer 'choco', já o concer...

E por falar em coisas de que gosto...

...logo à noite, no CAE da Figueira da Foz, sei que vou ter vontade de valsear. Há uns dois ou três anos, não consegui arranjar bilhete para a Casa das Artes de Famalicão, para ver o Yann Tiersen . E fiquei com pena. Mas, desta vez, a Figueira vingou-me. Até o bilhete é mais baratinho... Vai ser bom, tenho a certeza!

Acabei de...

Decidir que preciso de voltar aos caderninhos onde aponto as minhas contas. Daqueles que parecem miniaturas dos que as mercearias antigas tinham. Perceber que vou precisar de fazer listas de tarefas a cumprir. Antes e depois das férias. Mas sempre em contra-relógio. Costurar as tirinhas da minha manta em projecto. E planear, por isso, aventurar-me a cortar a parte de trás de um quilt pela primeira vez na vida. Ainda bem que tenho tecido que nunca mais acaba... Racionalizar que vou ter de me preparar para os últimos detalhes da casa nova. Quando regressar das férias lá por fora. E para a mudança em tempo record . Entender que preciso de descansar. De dormir. De férias. E de fazer coisas de que gosto.

É que, para touradas, prefiro esta...que é das minhas músicas favoritas.

Não importa sol ou sombra camarotes ou barreiras toureamos ombro a ombro as feras. Ninguém nos leva ao engano toureamos mano a mano só nos podem causar dano espera. Entram guizos chocas e capotes e mantilhas pretas entram espadas chifres e derrotes e alguns poetas entram bravos cravos e dichotes porque tudo o mais são tretas. Entram vacas depois dos forcados que não pegam nada. Soam brados e olés dos nabos que não pagam nada e só ficam os peões de brega cuja profissão não pega. Com bandarilhas de esperança afugentamos a fera estamos na praça da Primavera. Nós vamos pegar o mundo pelos cornos da desgraça e fazermos da tristeza graça. Entram velhas doidas e turistas entram excursões entram benefícios e cronistas entram aldrabões entram marialvas e coristas entram galifões de crista. Entram cavaleiros à garupa do seu heroísmo entra aquela música maluca do passodoblismo entra a aficionada e a caduca mais o snobismo e cismo... Entram empresários moralistas entram frustrações entram antiquá...

Mas isto é uma tourada...?!?!

Não, não é. Por incrível que possa parecer, é o então Ministro da Economia do nosso país, Manuel Pinho, no debate mensal na Assembleia da República. Hoje. Já ouvi vários comentadores a dizer que foi um acto infeliz e irreflectido. E que Manuel Pinho é um técnico e não um político e que não estava preparado para aguentar estas trapalhadas políticas de longos debates na Assembleia. Ó meus senhores, dá vontade de gritar que com 'argumentos' como o utilizado pelo Ministro da Economia, este senhor não está preparado nem sequer para uma discussão à mesa da casa dele, especialmente se tiver filhos para educar, quanto mais... Mas a verdade é que a vergonha nacional - ou a falta dela! - não fica por aqui, no que respeita aos debates na Assembleia da República. Já desisti de ouvir na Antena1 esses debates. É que, bem pior do que não trazerem nada de novo em termos políticos - e isso já seria suficientemente mau! -, é o simples facto de os ditos debates se resumirem a uma troca de galhard...

Já há muito tempo...

...que não me ria às gargalhadas a ver um filme, como este fim de semana que passou. A receita - personagens deliciosas, uma história simples e uma boa dose de sentido de humor! - pode ser sempre a mesma mas não deixa de me fazer rir e sorrir... Muito muito giro!

Os vendedores de S. João

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Chegaram na sexta-feira antes do S. João. E foram-se embora ontem. São uma espécie-de-saltimbancos-de-uma-semana-só: vivem na rua durante esta semana. E as pessoas desta rua e à sombra da Torre dos Clérigos habituam-se a eles.

E porque com os amigos não há perto nem longe...

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...foi óptimo ontem ter retomado, nesta varanda, numa bela noite de Verão, o ponto da conversa em que tinha ficado há quase um ano. Com um dos meus melhores e mais presentes amigos. Mais presente, até há quase um ano atrás. E que saudades! E que falta me faziam estas noites de Verão. Parece que, desde há um ano a esta parte, passou a fazer parte dos meus hábitos ver alguns dos meus mais próximos amigos mudarem de país... Mas, como há coisas e amizades que nunca morrem, por mais longe que se encontrem, há-de haver sempre noites como a de ontem. Nesta ou noutra varanda qualquer. Num ou noutro regresso!

Nem de perto nem de longe...

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...há fotografia que lhe faça justiça! O saco é lindo e uma perfeição (já cá faltava a apreciação técnica das costuras, pois...)! Mas, olha, nota técnica:10. E nota artística: 10. Adorei! Adorei! Adorei! Como não gostar...?!?! Obrigada, Mau Feitio!

Acho que sou de ideias fixas...

No dia 27 de Fevereiro de 2007, vi o 'Por outro lado', programa da Ana Sousa Dias, na RTP2. E fiquei muito impressionada com a pessoa que ela entrevistou. Na altura, decorei o nome, para mais tarde poder procurar. Mas, entretanto, interpuseram-se-me milhentas e milhentas coisas. E como a memória já não é o que era...lá se foi. Só que esta ideia de procurar nunca me saiu da cabeça. E hoje decidi vasculhar todas as listas de nomes de escritores argentinos contemporâneos na net. Com a vã esperança de reconhecer, no meio dessas dezenas de nomes, algum deles. E não é que reconheci...?! E não é que encontrei isto ...?! O nome: Tomás Eloy Martínez. E agora: vá de procurar a literatura do senhor, que estou com dois anos e quase quatro meses de curiosidade em atraso!

Se há coisa que me põe um bocado arreliada...

...é não poder confiar naquilo que programei. Exemplo disso são os posts que alinhavei para esta maquineta publicar automaticamente quando chegassem o dia e a hora previstos no agendamento efectuado na função própria para esse efeito e perceber que, no final das contas, a máquina me desobedeceu!!! Ora...está mal! Não gosto destas coisas. Mas eu e os electrodomésticos, incluindo pc's, sempre tivemos uma relação amor-ódio. Relação essa que, neste momento, como é óbvio, é mais ódio, confesso...!