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Homesick - The Kings of Convenience

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dentro e fora dos lugares éramos como bichos de rabiar, tão poderosos que tudo em volta volvia outra coisa e ele dizia-me, se tu fores um poema de amor eu apaixono-me por ti, e eu desaparecia boca fora para dentro dele valter hugo mãe

Let go - Frou Frou

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Bagagem de mão

i carry your heart with me(i carry it in my heart)i am never without it(anywhere i go you go,my dear;and whatever is done by only me is your doing,my darling)                                     i fear no fate(for you are my fate,my sweet)i want no world(for beautiful you are my world,my true) and it's you are whatever a moon has always meant and whatever a sun will always sing is you here is the deepest secret nobody knows (here is the root of the root and the bud of the bud and the sky of the sky of a tree called life;which grows higher than soul can hope or mind can hide) and this is the wonder that's keeping the stars apart i carry your heart(i carry it in my heart)  'i carry your heart' e.e. cummings
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Há em mim

Há em mim o desejo das tuas mãos inteiras no meu rosto. Não apenas das desatentas e férreas pontas dos dedos com que me queimas. Há em mim o desejo do rasto que as tuas estrelas deixam nos meus olhos. A rasgar a escuridão e o céu que neles se espelha, dia e noite. Há em mim o desejo de preencher o vazio no meu colo. Dos cabelos que as minhas mãos tacteiam sem encontrar, sem vagar. Há em mim o desejo de chuva que trazes nas algibeiras. E que beberei da concha entrelaçadas das tuas mãos.

The fear you won't fall - Joshua Radin

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Com o diabo no corpo

Foi a expressão que perpassou todo o meu dia. Como me senti todo o dia. E, já agora, boa parte da noite. Por todo o corpo. E não apenas na manga, como diz a música. Ah, e eu sei que o diabo não é azul...

Definitely blue

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Blue

É melancolia? É tristeza? Em que dicionário da língua inglesa? Blue is my color. É o que me apetece sibilar quando passam essa significância. Em livro. Em filme. Porque é. Que me importam os linguistas? Que me importam os fotógrafos, os teóricos? O azul do céu é um efeito da refracção da luz? Até pode ser. So what? Não sei. Não me interessa. O que sei é que é de pó azul tingida a água que me sulca o rosto nas alegrias. Nas melancolias. Que é de etéreo azul a chama que roubo ao céu nas manhãs plenas de inverno para encher de frio os pulmões. Que me corre nas veias aos soluços. E aos tropeções. E que só de azul posso ser eu. Pois se é dessa cor que os meus olhos te enchem quando se abrem para ti.

Em tons de azul

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Customizing

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...ou, como quem não quer a coisa: dotes de electricista! Na noite de ontem.

E, para sobremesa à prova de melancolia, sugiro...

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O melhor anti-melancólico: cozinhar...!

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Ainda que seja apenas pasta com atum. Perfumada com muito louro, vinho branco, tomilho-limão e manjericão frescos.

Os acordes da minha noite de Ano Novo

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Lembrar-me-ei sempre disto. Destes sons. Destes dois de sorriso em arco, em palco. E do que eu dancei ao som desta música - e de outras músicas - deles...! Quando puxar pelos fios da memória para me lembrar da primeira noite de 2012.

Porque, como disse Vinicius de Moraes:

A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana. A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo, o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro. O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se, o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.

Um presente especial

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Com o respectivo tinteiro. Um presente de quem me conhece, de quem me viu nascer, de quem me viu crescer. De quem, nas exíguas águas-furtadas de uma ilha, rodeada de um verde-folha de parede prestes a cair no Outono, me apresentou Vinicius de Moraes. E me ensinou que nunca na vida hei-de estar só.

Resolução 1/2012

Deitar mais cedo. E, em consequência, levantar mais cedo. Tenho uma fotografia que cá quero postar. E uma crítica cinéfila. Mas ficam para amanhã. Hoje vou cumprir a minha resolução de ano novo. Até amanhã!

O choro

Hoje foi o primeiro dia da minha sobrinha Leonor, de quatro meses e alguns dias, na creche. Foi para o mesmo infantário que o Afonso, o irmão, agora com dezanove meses. Ficou na sala ao lado da dele, com vários outros bébés. E o Afonso, que se farta de brincar e que não liga ao choro das outras crianças, esta manhã - ou tarde, não sei bem! - ouviu a Leonor a chorar, reconheceu o choro e pendurou-se na cancela da sala dele, a chorar e a chamar pela 'néné', como ele a apelida. Só parou de chorar quando pegaram na Leonor ao colo e ela se calou. E só sossegou quando lhe abriram a cancela e o deixaram ir fazer um mimo na 'néné'.

Feliz Ano Novo!

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