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Wiborg

É sempre difícil perder alguém que temos no coração. Hoje foi difícil ter essa notícia ao acordar. Raios partam, foi ainda mais difícil começar a usar a forma verbal do passado para falar de ti. Para uns quantos milhares que vêem o Telejornal, acabaste por ser uma nota na parangona da necessidade de repetição de um mega-julgamento em que participavas. Sei que foste muitas coisas. Para muita gente. Como só tu sabias ser. Para mim, minha amiga, foste uma das três pessoas que me impediu de enlouquecer na comarca de primeiro acesso - e que difícil que ela era! Nesses longos meses em que vivemos em lugarejos separados apenas por uma dezena e meia de kms, foste a voz do outro lado do telefone fixo quando havia detidos ou quando nos queríamos rir de coisas perfeitamente disparatadas ou até queixar do calor infernal que fazia, lá no meio do monte, ou dos camiões carregados de troncos de madeira que entupiam a estrada de uma faixa só. Foste aquela curva manhosa à saída...

Aujourd'hui on danse

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Como seria de dizer num certo programa de tv...

...querido, mudei a casa! No caso, o gabinete lá no trabalho. Mudei a disposição dos móveis. Está mais espaçoso e funcional. Nem sempre gosto das mudanças que faço nestas coisas. Mas, desta vez, gostei. Sinto-me bem a trabalhar neste ambiente agradável e sossegado. Não obstante ter sido, como previsto, uma manic monday. Que até acabou a correr bastante bem. Prenúncio da semana que agora começa...?! É bom que sim! Eu gostava que sim.

Hoje...

...é o primeiro dia de 'pica-o-boi' do ano lectivo que agora começa! Que não seja uma manic monday é tudo o que peço. Mas é capaz de ser pedir demais...

Dança falada e sushi

Depois da primeira reunião de dançaólicos no coreto, foi bom ir comer sushi com dois - e mais alguns! - dos primeiros amigos que comigo partilharam a dança. Foi uma óptima maneira de acabar as férias de verão!

Janelas abertas

Uma coisa que raramente costumo fazer: abrir as janelas todas cá de casa. Em primeiro lugar, porque é difícil estar aqui em casa a não ser à noite. E, à noite, começa a batalha entre os mosquitos e as luzes acesas. Depois, não sei porquê mas deve ser a minha natureza. Ou é porque os vizinhos de baixo não cortaram a roseira e o mais provável é que a gata, cusca e sedenta de aventura, trepe pela mesma e se entricheire na minha casa. Ou é porque tenho receio que entre bicharada - da roseira malvada, uma vez mais! - cá em casa e, depois, vejo-me lixada para a desalojar. O que eu também detesto! Ou é porque a malta do cabeleireiro novo aqui em frente não sabe cortar a trunfa aos clientes de matraca fechada - ou, pelo menos, em níveis aceitáveis de volume! - e sempre com uma musiquinha que dá neura, se não se estiver para aí virado. Mas, hoje, deixei-me de coisas e abri as janelas todas. E que bem sabe a brisa! P.S.*: mais uma vez, psicologicamente, deve querer dizer...

Foi divertido, confesso...

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...ver a multidão não reconhecer de imediato o hit pimba  protagonizado pela Romana, na versão Luísa Sobral. Mas mais divertido ainda foi ver toda aquela gente a cantar o refrão a medo, como se se recusasse admitir conhecer a letra, toda ela uma pérola e um tratado fundamental de verdade absolutamente indesmentível da relação homem-mulher, de cor e salteado. Muito bom!

Eu e as aromáticas

Bem sei que não é a melhor altura para isso. Mas hoje ganhei coragem. Meti as mãos na terra e mudei as ervas aromáticas das vasilhas de plástico em que foram compradas para vasos a sério. Que escolhi com muito carinho e cuidado. Cheira-me que, em termos emocionais, deve querer dizer qualquer coisa.

A moça que 'tá sempre a chamar pelo Xico

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Como diz uma amiga minha. Canta esta noite em Espinho, às 22 horas. Na Alameda 8.

A festa do silêncio

Escuto na palavra a festa do silêncio. Tudo está no seu sítio. As aparências apagaram-se. As coisas vacilam tão próximas de si mesmas. Concentram-se, dilatam-se as ondas silenciosas. É o vazio ou o cimo? É um pomar de espuma. Uma criança brinca nas dunas, o tempo acaricia, o ar prolonga. A brancura é o caminho. Surpresa e não surpresa: a simples respiração. Relações, variações, nada mais. Nada se cria. Vamos e vimos. Algo inunda, incendeia, recomeça. Nada é inacessível no silêncio ou no poema. É aqui a abóbada transparente, o vento principia. No centro do dia há uma fonte de água clara. Se digo árvore a árvore em mim respira. Vivo na delícia nua da inocência aberta. António Ramos Rosa in "Volante Verde"

It's all about

the way you understand silence. And I feel like it.

4'33'' - John Cage

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Silêncio e distância

O silêncio e a distância são caminhos. Que se entrelaçam como as mãos. E são tudo o que quero. Na desilusão que entardece. E mais, muito mais, ainda muito mais, no anoitecer que se ergue de esperança ao peito.

Think again - Teddy Thompson

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Sopa fria de tomate com iogurte

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- 1 kg de tomate - 1 iogurte natural - 1 colher (de chá) de caril em pó - folhas de manjericão Com uma varinha mágica, bater o tomate até obter um puré. Coar para uma tigela. Adicionar o iogurte, o caril e o manjericão. Temperar com sal e pimenta. Tapar e guardar no frigorífico. Servir bem fria.

...

Quando o egoísmo já não nos surpreende, há dias tristes pela frente.

Primavera Sound

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Começa daqui a menos de uma hora.

Travis - Love will come through

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Esta noite, faço a minha única investida na Queima das Fitas do Porto. Por causa destes senhores. Espero que valha a pena o sacrifício de ir assistir, ainda que brevemente, ao triste espectáculo que aquilo a que chamam Queima das Fitas é...!

Um apanhado das coisas

O que fiz neste último mês e meio. Preparo-me para o registo a posteriori . Mas aqui vai ele. É boa a sensação de ter coisas para contar.

O exército mais mortífero do mundo

São as hormonas femininas. Nos dias em que elas vão à frente das tropas, não há trompete que abafe o som de uma palavra menos amorosa, ainda que fardada de brincadeira. Só as meigas resistem a esta batalha. E, por vezes, ainda feridas. Saltar trincheiras a riso: é o truque. Aprender, resistir e defender.