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New bag for me on the way

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Dias ausentes

São dias embrutecidos estes. Trabalho. Trabalho. Trabalho. E quando chego à noite a casa, abuso: e trabalho. Sinto-me cansada, afogada, a arrastar-me. Sem tempo. Sem disposição. Para tricotar. Costurar. Tocar flauta. Dançar. Fotografar. Até para ler. E mesmo para dormir. Sinto falta de mim.

James Blake - Retrograde

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Vivian Maier, a mulher que falava por imagens

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As imagens são absolutamente impressionantes. Os jogos de luz e de sombra fantásticos. Não há uma de que não goste. A história belíssima de uma mulher singular, contada em imagens. Vejam aqui .

O concerto desta noite

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E, agora, pés ao caminho: para dançar dançar dançar...! Bom fim de semana a todos!

Três

Três ruivas de olhos claros. Três pequenas maravilhas: a massagem, a acupunctura e o jantar vegetariano. Estou como nova. Foi como se o mundo saísse das minhas costas. Que fim de tarde e princípio de noite...! E que belo aperitivo para uma noite bem dormida.

Ontem foi uma longa noite de dança...!

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Obrigada, Suzete, pelo cartaz...! :)

Yarn leftovers...

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...turned into a nice easter gift.

Primeiras palavras

Pela primeira vez, a minha sobrinha Leonor, com os seus dezanove meses, chamou o meu nome quando me viu entrar em casa dela. Claro que não sabe pronunciar bem mas foi claramente o meu nome. Tão gira! 

Purgatório - Tomás Eloy Martínez

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Lembro-me da alegria que senti quando o vi nas prateleiras da livraria que existe no Centro Cultural de Belém. Era um fim de tarde simpático em Lisboa. Fomos dançar e estar com os amigos. Vimos a Colecção Berardo, antes de irmos aos pastéis de Belém, que eu não comi porque - batam-me lá! - não sou apreciadora.  Não tem sido muito fácil mas lá vou encontrando os livros dele, traduzidos ou não. Confesso que gostava de os ler em castelhano mas não tenho tido a sorte de encontrar nenhum. Guardei-o ali na estante. Até ter tempo e vontade de o ler de uma assentada. Porque os livros de Tomás Eloy Martínez são saboreados com a volúpia desenfreada do fim. E este é fantástico. Como os outros que li. Tão bem escrito, mas tão bem escrito. Como todos. E o que mais me impressiona é a capacidade deste escritor de vestir a pele de uma mulher. É um mapa que se perde nas recordações e na memória de uma mulher, em plena ditadura militar argentina, com uma teia fa...

Logo à noite, dança-se em Lisboa!

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Avó

A MINHA AVÓ ERA UMA MULHER DO CAMPO. Passou a mocidade e a vida adulta a trabalhar no campo, na terra. Chamava-se Joaquina Pulguinhas. A minha avó escrevia cartas muito devagarinho. Com letra tremida, escrevia o nome dos netos nos embrulhos dos presentes. Em casa, viúva, reforma de trinta contos, sozinha, começou a ler livros. Não sei quanto tempo demorava a lê-los, mas sei que os lia com o esforço da atenção, palavra a palavra. Gaivotas em Terra , de David Mourão-Ferreira, foi o livro que a minha avó deixou a meio quando morreu. Na verdade, deixou-o a meio alguns meses antes, quando deixou de reconhecer as pessoas, quando começou a dizer frases sem sentido. Assinalado por um marcador, esse livro permaneceu durante meses sem que ninguém lhe mexesse, ao lado da sua cama. Foi aí que o voltámos a encontrar quando entrámos nessa casa, onde ainda estavam todas as suas coisas, mas onde nunca mais estaria a sua presença. Imagino agora as palavras desses contos a entrarem na minha avó...

Fim de dia.

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Mesmo a pedir o copo de vinho e a varanda.

Desconsolo

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Foi o que senti quando percebi que faltavam dezasseis páginas do meu livro. Por erro de edição. Ou de impressão. Ou sei lá do quê. As páginas 225 a 240 foram-se. Ainda bem que não foram as últimas. Isso ter-me-ia deixado bem arreliada. Mas, assim, continuei a perceber a história. Não veio grande mal ao mundo. Mas vou ver se arranjo a edição em inglês. Da próxima vez que for a Inglaterra. Só por causa das coisas!

Frésias

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As minhas flores favoritas. Só tenho pena que a época delas seja tão curta. E que sejam tão efémeras. Mas são tão bonitas. E cheiram tão tão tão tão bem...!

Tantos projectos...!

Tenho tantos projectos tão interessantes, alguns dos quais já começados, que nem sei para qual me hei-de virar primeiro. Decisão difícil...para alguém com pouco tempo disponível, como eu. Começar parece ser a palavra-chave. Antes que a inércia e a indecisão levem a melhor sobre mim.

O céu pode, a minha cama é que não...!

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A melhor parte de um dia de cão

Sim, é chegar a casa. Mas mais do que isso: é chegar a casa, ver os sobrinhos aos saltos e a rir porque a tia chegou. E poder deitá-los. Isso e o gesto de tirar a chupeta para me dar um beijinho e um abraço de boa noite foram o que salvou o dia.

Não somos estrelas.

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Mas este senhor é. E vai estar daqui a duas horas em Barcelos. E eu também. Apesar de eu não ser estrela.