quinta-feira, 30 de Abril de 2009

E cá está ela...


Um pouco mais enrugadinha do que era suposto...!

Mas confesso que ainda não decidi se isso me irrita, por não ter conseguido reproduzir com exactidão o modelo do livro, ou se até lhe acho mais graça assim...por ter o meu toque pessoal de imperfeição!

Veredicto final no domingo: da mãezinha, pois claro.

quarta-feira, 29 de Abril de 2009

Desde que trouxe o Alentejo no olhar...

...que estes são os sons que me acompanham.

No Museu de Mértola, assisti um audiovisual que traduzia as raízes comuns entre o Alentejo e o Magrebe. Em imensos campos, desde a agricultura e a matemática até aos cantares e aos trabalhos manuais.


E recordei-me deste disco, a que regresso sempre.


Porque não me deixa esquecer os laços que unem, por um lado, o Al-Gharb (o Ocidente do Al-Andalus) e a Andaluzia




E, por outro, entre o Al-Gharb e o Magrebe.



De uma forma sublime!
Quem me dera ter estado neste dia no CCB!

terça-feira, 28 de Abril de 2009

A ganhar forma...



Aqui, ainda sem enchimento.



E aqui, já com algum enchimento mas ainda incompleta.

Perguntam vocês: E porquê incompleta???
Resposta simples: porque se acabou o material de enchimento e, a menos que comece a esventrar as almofadas boas do sofá, não dá para continuar esta noite.


Está quase. Talvez não fique bem bem bem igual ao original, lá muito para o perfeitinha - ou, pelo menos tanto como gostaria...! - mas acho que a minha mãe vai gostar.


Pronto, acho que também não lhe vou mostrar o livro com a almofada perfeitinha...!

segunda-feira, 27 de Abril de 2009

A Tertúlia do Alfinete



Como seria de esperar, a Tertúlia, apesar de ter sido reduzida em número de elementos, foi um sucesso!!!

Há lá coisa melhor do que ser bem recebida, beber um copo, em óptima companhia não só ao jantar (que estava delicioso...!), conversar sobre tudo e nada...e costurar! Foi óptimo!!!

E melhor ainda...foi a Tertúlia ter sido o berço do meu projecto n.º 2: a dita almofadinha de alfinetes para o Dia da Mãe. Com um livro maravilhoso que a Mau Feitio me emprestou e que eu vou encomendar na net o quanto antes...Não posso ver nada, pois!!!

Bem sei que a foto não deve dar uma ideia de como ficará como produto acabado mas, ainda assim, acho que está a ficar bonitinha. Vamos lá a ver que tal me saio...!

Mas estou muito entusiasmada com a ideia de vê-la prontinha. E está a saber-me tão bem fazê-la!

Ah, e estou ansiosa pela nossa nova Tertúlia daqui a 15 dias!

Tanto que já fui comprar mais tecidos, fabulosos, pois...outra vez!

A pensar já no projecto n.º 3.

domingo, 26 de Abril de 2009

Monsaraz em Domingo de Páscoa
















Um almoço de Domingo de Páscoa que, se perdeu em tradição, ganhou muito nas vistas que tivemos. Muito agradável mesmo!









Por fim, o regresso a casa!
Com muitas cores e flores no olhar...que nos farão sentir a Primavera mesmo nos dias mais invernosos.

sábado, 25 de Abril de 2009

25 de Abril


Ontem, quando vinha da reunião com o arquitecto da minha casa nova, passei na rotunda que tem aquela conhecida rede vermelha suspensa. E fiquei contente ao ver diversas construções com cravos vermelhos que as crianças das escolas primárias do concelho criaram, a pensar no 25 de Abril.


É que dei por mim mesmo contente...e pensei no motivo a que se devia tal súbita e inundante alegria interior e satisfação. Deve ser por ver quão maltratada tem sido a nossa Revolução que, quer se goste quer não, faz parte da nossa história e da nossa cultura enquanto Portugueses (sim, com letra grande, porque é desses que falo!).


O 25 de Abril não se trata de um facto histórico único e isolado mas que deve antes ser perspectivado na forma como, se houve coisas que se perderam, também houve muitas conquistas. E é nessas que penso quando me sinto orgulhosa deste lirismo que me enche o peito ao sentir o significado deste dia há 35 anos atrás. Sem falsos esquerdismos, encapotados ou não.


Os meus pais, cientes das suas três filhas para criar, lembram-nos muitas vezes que os direitos das mulheres ganharam uma outra dimensão. E fazem-nos pensar na circunstância de, pelo facto de sermos mulheres e de sermos filhas de pais com escassos recursos económicos, dificilmente teríamos - e exerceríamos! - as profissões de procuradora-adjunta, engenheira e professora do ensino básico, caso o 25 de Abril de há 35 anos não tivesse sido um dia diferente.


E outra das coisas que me orgulho é de me terem ensinado desde muito pequena a acarinhar - se calhar! - o mais valioso de todos os valores: que a liberdade é um dos nossos bens mais preciosos e uma das mais imprescindíveis dimensões do ser humano, independentemente de raça, religião, posição social ou económica...!


Por isso mesmo, das poucas memórias de infância que ainda hoje retenho é de ser muito pequenita e papaguear de cor todas as estrofes desta música, que também vou ensinar aos meus filhos, um dia que os tenha:




E acabo este post de índole panfletária, com as saudades que tenho de ver o meu amigo Tomás acompanhado da minha irmã Marta, a cantar isto em vários outros 25 de Abril na sala da minha casa...!

Um beijo grande de saudades, directamente para Colónia!
Volta depressa...

sexta-feira, 24 de Abril de 2009

Fora do tempo...

Nesse mesmo sábado, ao descermos do Alto da Fóia, a fome começava a apertar e decidimos almoçar algures na descida, em direcção a Monchique.

Com tempo para explorar, decidimos enveredar por um caminho florestal apertado.

E quando já estávamos quase a desistir e a voltar para trás, encontrámos esta Quinta.

Mesmo no meio da serra.


A recepção fez-nos perceber onde estávamos - numa casa (antiga) de família: uma menina com os seus oito ou dez anitos espreitou quando assomámos por esta porta, escondeu-se rapidamente na cozinha e gritou 'Ó vó, tens mais clientes!'.


E casa de família queiroziana era.

Basta deitar os olhos a esta biblioteca que funcionava como sala de estar de apoio à sala de jantar propriamente dita.






Sentámo-nos neste ambiente centenário.
E, ao invés de nos sentirmos intimidados pelo peso dos anos e da tradição de tudo o que nos envolvia, sentimo-nos estranhamente em casa.




Com esta vista da serra, à mão de semear, na janela mais próxima.



Numa sala onde o tempo parou.
Tanto que, quando nos disseram o que era o menu, nem sequer tugimos nem mugimos.
Nem sequer para perguntar o preço...




E esperámos.
Com a companhia dos sons do fado que saíam desta grafonola.





O vinho era alentejano, pois claro. Tal como o pão. E as azeitonas, temperadas com limão.
E a água, do poço. Devidamente analisada, segundo a D. Marieta.




As entradas incluíam dois tipos de chouriço caseiro assados, cogumelos salteados com salsa, requeijão com tomate e orégãos e outros petiscos que tal.


Depois, veio o primeiro prato: este magnífico ensopado de tintureira.



A que se seguiu um pato com laranja, a que nem sequer conseguimos tirar fotografias, de tão apetitoso que estava.

E, por fim, este gelado caseiro, com doce de frutos silvestres, também ele caseiro.

Não obstante a delícia do repasto, certo é que a melhor parte foi desfrutar de todo este ambiente, em óptima companhia.

(fotografias de JAF)

quinta-feira, 23 de Abril de 2009

Manhã de Sábado de Páscoa em Silves

Que começou de chuvisco.





















E acabou perfumada, de suspiros de sol entrecortados por nuvens altas.


terça-feira, 21 de Abril de 2009

Santa Sexta-Feira em Mértola
























E que belíssima tarde de sexta-feira foi...!

segunda-feira, 20 de Abril de 2009

Revisitar a Páscoa


Que foi verde e florida.





E perfumada de alfazema.

Pelos caminhos de Castro Verde.

Por caminhos de terra batida.




Até ao Pulo do Lobo.


Onde encontrei a primeira papoila desta minha Primavera.




Entre outras florices...

domingo, 19 de Abril de 2009

A conclusão de um projecto...


...clama por um novo projecto!

Para já e assim muito em breve, tenho na ideia uma pequena prendita para o Dia da Mãe.
Quem sabe, uma almofadinha para os alfinetes das tardes de costura da minha mãe, com um daqueles tecidos lindos que comprei.

Vamos a ver que tal me saio!
Eu e os alfinetes, já sei, já sei... :))

Last night was one of 'Those Dancing Days'




Mesmo para quem não sabia ao que ia, foram dias dançantes, sim senhora!
E foi um espectáculo mesmo muito giro - as mocinhas têm tanto ritmo que puseram, ao fim de duas ou três músicas, uma plateia de 200 ou 300 pessoas deliciada e de pé, a dançar - quase - tanto como elas.

Entre alguns gritos de 'Ó boa...!' mas era compreensível e, mais do que isso, inevitável: cinco 'teenagers' suecas de mini-saia...! Ainda que fosse para fazer rir a namorada...

Já agora, espreitem esta amostra da 'cover' de 'Toxic' da Britney Spears, por estas cachopas:

http://www.youtube.com/watch?v=LKq0UJ_lLRk

O ponto alto foi quando, ao segundo 'encore', a guitarrista veio ao palco dizer 'We have no more songs! What do you want us to play?' e, entre risadas e palmas, foi um 'vê-se-te-avias' nos discos pedidos, até ela conseguir ouvir o monossílabo 'Hitten', com que o concerto terminou.

Não foram desperdiçados os 100 km que se fizeram para vê-las...
Muito bom!!!

terça-feira, 14 de Abril de 2009

Prémio 'Vou arranjar uma namorada que tenha uma câmara compacta!'


segunda-feira, 6 de Abril de 2009

Meninas, roam-se de inveja, vá...!


É o que dá uma tarde sozinha na Figueira da Foz:
- uma ida às páginas amarelas online, em busca de retrosarias;
- seguida de uma busca no google maps, à procura das ruas indicadas;
- e, finalmente, mala ao ombro, pés ao caminho e a vaga esperança de não me perder no raio de 1 km!

E eis o resultado final.
Não só não me perdi como encontrei estas pequenas maravilhas!

Já a pensar na 'Tertúlia do Alfinete' depois da Páscoa...

A bem dizer, comprei por instinto e porque foi o que me apeteceu, sem planear o que vou fazer com os tecidos...
Mas que bem me soube este bocadinho de tarde!!!

sábado, 4 de Abril de 2009

Limpeza da Páscoa


Ontem, foi dia de 'remodelar' o gabinete do trabalho. Ainda que com mobiliário já usado e existente nas instalações. Mas foi um quebra-cabeças: instalar mais uma secretária e respectiva mesa de apoio num gabinete não propriamente grande...

E foi dia de limpeza da Páscoa, como eu e a Lurdes, com quem divido o gabinete, lhe chamámos: arrumar gavetas e papeladas.

Não é que lá vá passar o compasso mas, ainda assim, a desarrumação já justificava!

Isto enquanto fazíamos horas para o jantar de despedida da funcionária - 'a minha Margarida', como lhe chamo carinhosamente! - com quem já trabalho há que tempos e que agora será movimentada para outro serviço.

E o jantar foi muito engraçado.

Houvesse um gargalhómetro - como toda a gente sabe: um aparelho medidor da quantidade e intensidade das gargalhadas!!! - e fácil seria perceber que foi imensamente divertido.

É bom quando se trabalha com gente assim!

quinta-feira, 2 de Abril de 2009

E não, não é um tique nervoso...




...que me faz querer ver este senhor, a 26 de Maio, no Theatro Circo, em Braga.

Acho que vai valer a pena a viagem!

quarta-feira, 1 de Abril de 2009

Ainda não é Verão



Mas também não é preciso sê-lo para ler 'Travessia de Verão', de Truman Capote.

Sempre tive curiosidade em ler Truman Capote.

Tendo há já algum tempo comprado o 'A Sangue Frio' para ler, não me sentia com disposição para essa leitura. Parecia-me demasiado pesada para esta altura, em que o ano de trabalho já vai longo...

E, então, decidi-me por este.

Antes de começar, achei um tudo nada presunçosa a citação do New York Times impressa na capa desta edição do livro, que diz 'Quase todos aqueles que hoje escrevem devem algo a Capote'.

Agora, que já terminei, devo dizer que estou simplesmente faminta dos restantes livros de Capote. Daquelas fomes e sedes de esgotar a bibliografia inteira.

Uma história simples. Literatura pura. E um estilo único!