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Pode não estar perfeitinha perfeitinha...

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...mas é a primeira caixa que fiz e gosto muito dela!  Dimensões: 8 cm de diâmetro. Agulha: 3 mm.

Eu e o meu sobrinho

Hoje foi um dia bom. Mas, mesmo que não tivesse sido, o momento com o Afonso tê-lo-ia feito valer a pena, só por si. Depois da aula de música, fui levá-lo a casa. Como a minha irmã e a minha sobrinha Leonor tardavam em chegar, ficámos os dois dentro do carro. Quando estacionei, deixei-o sair da cadeirinha e sentar-se ao meu lado no lugar do passageiro. E ali ficámos, a comer pãezinhos quentes, a cantarolar as músicas da aula e a discutir, como se gente grande fôssemos, os autocolantes que a professora lhe tinha dado. Os melhores quinze minutos do meu dia, sem dúvida.

Saltarello - Dead Can Dance

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Hoje lembrei-me disto. Porque recebi um e-mail de amigos italianos dançantes que vão organizar, a 07 de Fevereiro, um workshop de saltarello marchigiano.

Pensamentos da primeira caminhada do ano

- Os tons rosa-a-desmaiar-em-azul-escuro fazem do fim da tarde o meu momento preferido do dia. - Já posso lambuzar-me com uma rabanada feita pela minha mãe sem sentir uma culpa avassaladora. - A fauna da foz do rio - e, sim, estou a falar da passarada, não de alguns transeuntes que andam em bicicletas ou a fazer jogging, com o complexo de carros-vassoura! - está cada vez mais atrevida: mostram-se assim à descarada.  - Caminhar ao som das bourrées de 3 tempos é muito revigorante mas as valsas, especialmente as de 5 tempos, desconcentram-me: rodopiar ao mesmo tempo que se caminha a uma velocidade constante é difícil. - As bóias de sinalização do rio foram reposicionadas ou é impressão minha? Deve ser por causa da pseudo-marina da Afurada... - Pelas alminhas, mas quem é que se encharca de perfume para ir fazer jogging...?! - Está-se mesmo a ver que este ano não acaba sem uma história de um pescador desportivo que escorregou nos pedregulhos e no lodo, logo ali abaixo ...

O meu primeiro projecto de 2015

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Um novo tapete para a minha cozinha. Dimensões: 110 x 65 cm. Comecei-o no primeiro dia do ano, trabalhei nele o dia de ontem e hoje só acabei de rematar. Devo confessar que estou muito contente com o resultado final.

Coisas do ano velho - III

Olhando para trás, há um pensamento que me parece mais e mais claro. Valorizo muito a possibilidade e o esforço - e reconheço que, no meu caso, a necessidade! - de encontrar, descobrir e mesmo inventar projectos novos que desafiem as minhas capacidades. Mesmo aquelas que julgo não ter e experimento, ainda assim.  Sempre valorizei. Mas confesso que fui percebendo que, cada vez mais, a satisfação - e não, não vou dizer 'a sensação de conseguimento', como diria a outra! - de ver um desses projectos finalmente pronto iguala - ou mesmo supera! - a alegria e o natural ímpeto iniciais com que pus as mãos ao caminho. Mesmo que sejam pequenas coisas.  Como as fotografias que deixei abaixo. Há outros projectos maiores, já iniciados. 2015 vê-los-á ser completados: um desejo ao meu alcance - talvez porque dependa de mim! 

My hands have not been idle of late

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Coisas do ano velho - II

Todas as vezes que tenho visitas em casa, surge sempre a pergunta do costume, em especial depois de um jantar em que várias garrafas de vinho aparecem, de forma inusitada e totalmente imprevista, vazias: onde é que está o local próprio para colocar as garrafas?  Pergunta essa a que se segue uma outra, esta revestida de espanto - e, em alguns casos, de quase indignação! -: não fazes reciclagem?! Pronto. Respirem fundo. Quem me lê, sabe que eu sou uma 'declutterer' de excelência. Não tanto por mérito mas - quase! - por doença. Na minha casa e no meu gabinete, tudo tem o seu lugar próprio. E não existem coisas a mais. Há muito tempo que - quase! - não uso sacos plásticos. Tenho vários sacos recicláveis na mala do carro e costumo trazer comigo um saco de compras desdobrável, que é reciclável. O papel de escritório que utilizo (e gasto ambas as faces, sim...!) é quase invariavelmente colocado no lixo no gabinete, onde sei que fazem rec...

Coisas do ano velho - I

Depois da minha viagem ao Quénia e à Tanzânia, estou certa de uma coisa: muito dificilmente serei capaz de voltar a entrar num jardim zoológico. Para lá da enorme tristeza que me assolará, sei que me sentirei tremendamente incomodada com a absoluta falta de respeito que significa manter outros seres vivos dentro de gaiolas e limitados a espaços claustrofobicamente minúsculos. Já o disse muitas vezes: não me sinto capaz de ter um animal de estimação nem sou daquelas pessoas loucas por animais. Apesar disso, nunca tratei mal, pelo menos de modo intencional, qualquer animal. Bem pelo contrário, sempre tratei os animais com que, por uma razão ou outra, me cruzei com respeito e bondade. Mas, depois de uma viagem como a deste Verão, o que sinto em relação aos animais, em especial à vida selvagem, mudou radicalmente - assim como também mudou a opinião que tenho acerca de pessoas que mantêm nessas condições os animais. As verdes colinas de África, como a pen...

Porque não me esqueço eu de viver...para viver?

Boa noite

Deep water, light music

As músicas de aeróbica, sejam dentro de água ou em terra firme, são, por natureza, medonhas. Na verdade, aquelas músicas versão-techno-a-martelo são, numa expressão que me costuma ser muito característica, de fechar o tasco! Há umas semanas calhou-nos a musiquinha da cena final do 'Dirty Dancing'...em versão techno, pois claro!, o que gerou alguns sorrisos cúmplices entre as praticantes da modalidade deep water. Mas, esta noite, a selecção musical foi tão arrasadora que os utentes da pista de utilização livre, os praticantes do jogo de pólo aquático e mesmo aqueles nadadores da pista do lado que chapinam água que se farta, do alto dos seus estilos 'crawl' ou 'mariposa', e que me dá cabo das lentes de contacto, pararam para ouvir. E mesmo para cantarolar. Foram as músicas dos anos 80 ou, como lhes chamo carinhosamente, dos 'azeities' portugueses. Desde os Heróis do Mar aos Xutos & Pontapés, e dos Da Vinci ao Carlos Paião, foi um de...

O rio II

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Sempre gostei muito de caminhar. Foi uma coisa que sempre me arrumou a cabeça. Uma coisa que sempre me fez feliz. O que não é díficil, quando se mora numa cidade tão bonita como o Porto. É jargão falar-se da luz de Lisboa. Eu percebo. Ainda para mais, quando o ouço sair da boca de pessoas a quem o sol faz mesmo muita falta. Mas eu sou do Norte. Desse norte granítico, onde as pedras das margens do rio me conhecem bem. Da luz cinzelada que inunda esta cidade. Dos fins de tarde frios em que os olhos procuram agasalho no pôr do sol que saltita atrás da Ponte da Arrábida. Dos faróis dos carros que tremeluzem e arrastam os pés, vagarosos, num vogar que marulha, muito mansinho, lá ao longe. É por isso que hoje, neste outono de que tanto gosto, voltei a caminhar. Prometi a mim mesma que vou tentar caminhar todos os dias. Agora que tenho tempo, é tempo de regressar ao meu caminho das pedras. 

O rio

Poema de inverno II

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Poema de inverno I

I made my song a coat Covered with embroideries Out of old mythologies From heel to throat; But the fools caught it, Wore it in the world's eyes As though they'd wrought it. Song, let them take it, For there's more enterprise In walking naked. A coat, W. B. Yeats

Os dias felizes e a saudade

Não costumo definir os dias como felizes ou infelizes. Tenho para mim que há dias para tudo e que é, aliás, necessário, a bem da minha sanidade mental, que assim seja. Reconheço, porém, que há acontecimentos que tornam as recordações de certos dias mais felizes. Hoje foi um dia desses. Ver o nosso trabalho reconhecido é uma sensação boa. Não consigo, todavia, deixar de sentir estes dias como uma malga cheia de água onde cai, gota a gota, um fino fio de azeite. Há sempre uma tristeza ao cimo de mim, uma melancolia à tona da superfície límpida que a mancha. É nestes dias que mais sinto a tua falta, avó. De correr para casa para te contar. Da tua atrapalhação para atender o telemóvel que nunca soubeste vencer. Do cheiro das tuas batas e do teu avental. É nestes dias que a tua ausência me dói, avó. E é estranho que seja nestes dias que o nó na garganta me aperte mais e os soluços me sacudam o peito. Porque era suposto serem dias felizes.  ...

Maias ou o diabo à porta

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A minha mãe trouxe estas de Castelo de Vide. E distribuiu-as por quem apareceu lá por casa, incluindo as vizinhas. É uma tradição antiga, pelo menos no Norte do País, pendurá-las na porta de casa, na noite de 30 de Abril para 1 de Maio, e já que as tinha, decidi, como diz a minha mãe, 'deixar o diabo à porta'. Não sei se resultou mas a ver vamos...! [Gostei de ler aqui  mais sobre a tradição das maias.]

Goran Bregovic

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É altamente improvável - para não dizer, impossível! - aguentar sentada, durante mais de cinco minutos, uma Sala Suggia completamente esgotada. Se isso acontecer, na Casa da Música, logo à noite, como o meu chapéu. Mas estou bastante segura de que o mais grave que pode acontecer-me, perto de comer o chapéu, é ir beber um copo depois do concerto. De uma coisa, porém, estou absolutamente certa: vai ser divertido, lá isso vai!